The jotting down of unsewn words
is unseemly.
Such words are like frayed thread.
Words, when written,
should be like the feet
of a well-drilled army
or dancers.
Porcarias de minha lavra e pérolas da lavra alheia. Quando tem tradução, é minha a não ser quando indicado.
Thursday, December 02, 2010
Wednesday, September 15, 2010
Ending of I
I share my heart with the world
My heart, my hurt
Notabang,awhimper. eversoquietly
Leaves black and brown and dying
Rock and concrete and iron crumbling
Entropy's illimitable dominion over all
Duly stamped, approved, and ordained
By the grey bureaucrats of time
Without a whiff of Poe or tragedy
The iron sky is a close, dull mirror
It too crumbling like all else. And
poetry stops making sense, and
And prose and life and love and
laughter at last. Quietly
Exeunt omn-
My heart, my hurt
Notabang,awhimper. eversoquietly
Leaves black and brown and dying
Rock and concrete and iron crumbling
Entropy's illimitable dominion over all
Duly stamped, approved, and ordained
By the grey bureaucrats of time
Without a whiff of Poe or tragedy
The iron sky is a close, dull mirror
It too crumbling like all else. And
poetry stops making sense, and
And prose and life and love and
laughter at last. Quietly
Exeunt omn-
Wednesday, August 04, 2010
Cantos da noite extrema
Perdi a vista, depois a fé e o
destino
Assim minha noite extrema é três noites.
*************
Al-Maari, poeta cego, ateu e anarquista que viveu no século X.
destino
Assim minha noite extrema é três noites.
*************
Al-Maari, poeta cego, ateu e anarquista que viveu no século X.
Tuesday, August 03, 2010
Camafeus
Não tenho mais sonhos,
que sonhos são coisas de gente moça
Hoje, faço outras coleções:
Frustrações, nostalgias, uma,
muito bonita,
de irritações.
Minha velha coleção de medos
cuidada com esmero
polida sempre que posso
guardo da juventude.
São caixas, muitas caixas
Não as largo por preguiça, um pouco
Por medo da saudade.
Não sei bem por que. Talvez seja ele também
- o desapego
coisa de gente moça.
que sonhos são coisas de gente moça
Hoje, faço outras coleções:
Frustrações, nostalgias, uma,
muito bonita,
de irritações.
Minha velha coleção de medos
cuidada com esmero
polida sempre que posso
guardo da juventude.
São caixas, muitas caixas
Não as largo por preguiça, um pouco
Por medo da saudade.
Não sei bem por que. Talvez seja ele também
- o desapego
coisa de gente moça.
Monday, August 02, 2010
In the shuttle, a great aluminium cylinder hurling us to Rio
In the higher planes of the air
Where only
Jet-stream is
Far above moisture,
life
and other irrelevancies
Companions to the sun
Canned like sardines
We are told what is important
The proper handling of masks
Where to take flight
And how to attach ourselves
Where only
Jet-stream is
Far above moisture,
life
and other irrelevancies
Companions to the sun
Canned like sardines
We are told what is important
The proper handling of masks
Where to take flight
And how to attach ourselves
Wednesday, June 02, 2010
Omphalos gaia
Você, que anda como uma gata
que nunca, jamais fica quieta
Que se mexe enquanto dorme e
às vezes mesmo quando parada
É entretanto a única solidez
Do mundo em que só vivo,
este
um caos
amorfo
vazio
terrível
E você, como se fosse sozinha outro mundo
De luz e de sombra na correta medida
De dureza e maciez perfeitas, enorme e
Minúscula, minha única, perfeita, exata
Deusa primordial - com passo de gata
que nunca, jamais fica quieta
Que se mexe enquanto dorme e
às vezes mesmo quando parada
É entretanto a única solidez
Do mundo em que só vivo,
este
um caos
amorfo
vazio
terrível
E você, como se fosse sozinha outro mundo
De luz e de sombra na correta medida
De dureza e maciez perfeitas, enorme e
Minúscula, minha única, perfeita, exata
Deusa primordial - com passo de gata
Tuesday, May 11, 2010
Na tua ausência
Na solidão da tua ausência
Todas as coisas parecem, mutáveis
Querer virar símbolos, caçoando
Do aleijamento que é tua falta
Na solidão da tua ausência
Ouço longe uma serenata tristonha;
vejo o desenho de tuas costas,
sinto tua cintura em minhas palmas
Ouço o grito de um camelô
Vendendo maquiagens mentiras velhas,
talvez verdades, e na mesma hora
traço com o dedo tuas sobrancelhas
O mundo se transfigura, passo a
titubeante passo. Vira você.
Uma você retalhada, explodida,
refletida de mil cacos de espelho
Na solidão da tua ausência,
Cada lembrança a cada passo
a cada gesto, a cada sopro,
é apenas lembrança, não Gabriela.
E em cada lembrança, cada sopro
em cada passo e cada gesto,
a solidão da tua ausência
é como nervo exposto.
Todas as coisas parecem, mutáveis
Querer virar símbolos, caçoando
Do aleijamento que é tua falta
Na solidão da tua ausência
Ouço longe uma serenata tristonha;
vejo o desenho de tuas costas,
sinto tua cintura em minhas palmas
Ouço o grito de um camelô
Vendendo maquiagens mentiras velhas,
talvez verdades, e na mesma hora
traço com o dedo tuas sobrancelhas
O mundo se transfigura, passo a
titubeante passo. Vira você.
Uma você retalhada, explodida,
refletida de mil cacos de espelho
Na solidão da tua ausência,
Cada lembrança a cada passo
a cada gesto, a cada sopro,
é apenas lembrança, não Gabriela.
E em cada lembrança, cada sopro
em cada passo e cada gesto,
a solidão da tua ausência
é como nervo exposto.
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